terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Chegar a Bahia...

Os dias aqui vão passando lentamente... como eu gostaria que fosse. As vezes é bom poder desfrutar de momentos que não precisam de urgência; só dependem da paciência.


Bahia tem tantos encantos que é difícil até de explicar. Posso falar da culinária, que me deleito cada dia com um sabor diferente. Posso falar das praias de águas transparentes, do pôr-do-sol, da brisa quente... posso falar das festas, dos ritmos, das cores... posso falar das pessoas, da cordialidade, da energia boa que corre...


Mas tudo isso são apenas os coloridos que surgem para os dias que vão passando...


O que me encanta por aqui é o acordar acompanhado. É preparar um café para 2. Os passeios não seriam os mesmos, nem as festas. De todos os sabores, prefiro o seu. Desse tempo, queria eu não deixar passar. Me resta registrar por aqui, com fotos e palavras. Escrevo porque me custa falar. Não falo porque não sei se consigo explicar. Talvez nem precise de explicações. Acompanho os dias que passam com um certo pesar. Coisas assim não deveriam ter dia marcado, horas, minutos...


quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Aperta o 2 que é o seu andar...

Querido Papai Noel:

Estou escrevendo assim, meio de última hora, pra dizer que esse ano eu não quero presente.

É! Quero não!

Olha só, não estou esnobando viu? Não me leve a mal...

Mas é que esse ano eu já ganhei tanta coisa, que fico até meio assim de pedir mais.

Agradeço de coração tudo o que ganhei e estou ganhando, estou muito feliz.

Só o que posso pedir é que, se ano que vem o senhor quiser repetir a dose....

:)

Caso já tenha comprado meu presente, passa pra quem precisa mais do que eu tá?

Um abraço bem apertado, e agora vou indo, porque tem gente me esperando....

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

I´m flying so high...

"19 de julho


Vou vê-la!, exclamo pela manhã quando desperto e olho com serenidade em direção ao sol nascente. Vou vê-la! E já não tenho qualquer outro desejo para todo aquele dia! Tudo, tudo se afoga nessa perspectiva."


Os sofrimentos do jovem Werther - Goethe


segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Heaven, I´m in heaven...

Acaboooooooouuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!

Depois de muito suar, encerrei minhas atividades acadêmicas!

Êeeeeeeeeehhhhhhh..... teoricamente formado, oficialmente segundo os professores, finalmente segundo o calendário hahahaha...

Que sensação estranha... dever cumprido, um horizonte pela frente... e alguém na no final dele.....

Queria conseguir dizer tanta coisa, mas não me vem...

A peça foi linda, é isso que dá pra falar. Apesar da estréia caótica, com tudo sumindo e a falta de tempo... os dias que se seguiram, mostraram um espetáculo diferente... com a cara de 7 pessoas que se juntaram pra concluir um curso. O resultado de tudo que eu queria mostrar tá alí, compartilhado com todo mundo que assistiu. Tudo o que imaginei e mais um pouco. Não sei, não sei, não sei...

Só o que sei, é que meu presente maior chega daqui 2 dias. Ou melhor, eu vou até meu presente.

Que sonho é esse que eu ando vivendo?

Sei lá... só sei que é um sonho bom...



Who's to say
what's impossible?
Well, they forgot
this world keeps spinning
And with each new day
I can feel a change in everything

And as the surface breaks reflections fade
But in some ways they remain the same
And as my mind begins to spread its wings
There's no stopping in curiosity

I wanna turn the whole thing upside down
I'll find the things they say just can't be found
I'll share this love I find with everyone
We'll sing and dance to mother nature's songs
I don't want this feeling to go away

Who's to say I can't do everything?
Well I can try, and as I roll along I begin to find
Things aren't always just what they seem

...

Is this how it's supposed to be?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Time is on my side...

Foi assim
De tanto te querer, acabei tendo
De sonhar em dormir com você
Acabei acordando

E é assim
De querer em querer, que te espero
De sonhar com seu corpo
Que te sinto mais perto

De tanto imaginar
As noites de sono que perdi
Ganharam sentido
Os dias de sol que não te vi
Nublaram
E esses dias de sonhos
Esses dias de devaneio
Os suspiros adoçados

Estão suspensos...

Logo vou ter você.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

You are my fire...

No Oriente, até o século XIX, usava-se um ciclo de 10 dias para reger o tempo, referentes aos cinco elementos: fogo, água, terra, madeira e metal; cada um deles divididos em Yin e Yang.

Na Africa, os dias eram oferecidos aos deuses Ogum, Xangô, Oxalá... e eram dividios em 4, as vezes 6 dias.

A divisão de 7 dias ainda é questionada. Os astrólogos de Alexandria, acreditavam que os dias eram regidos pelos 7 planetas até então conhecidos. Já a cultura hebraica, exigia o shabbath (sábado), dedicado ao culto religioso.

Mas muito antes disso, as civilizações Mesopotâneas já relacionavam seus dias seguindo 7 planetas, céus, ramos da Árvore da Vida, deuses, elementos...

Os dias aqui, vem sendo contados faz tempo. Hoje, seguindo as regras que se difundiram pelo tempo, falta 1 semana...
* * *


7 dias para quem tem fome
7 dias para quem conta as horas
7 dias para quem tem desejo

1 dia e arrumo a casa (e espero)
2 dias e arrumo as malas (e espero)
3 dias e levanto vôo (e espero)

... 7 dias, e descanso

Abre as portas e armários, em 7
Aguce os seus sentidos, em 6
Apague todas a luzes, em 5
Abre os braços, em 4
Me segura, em 3
Em 2...
1...

(pause, rewind)

Esquece esses dias
Serão eternos...

Por enquanto, faltam 7 dias
Ainda bem que não sou cachorro, para aguentar 49 dias!

:)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Roman Cavalry choirs are singing...

... e de repente, acordo com o despertador azucrinando os tímpanos!

Ando meio ligado. Ando meio desantenado. Durmo, e ando por aí.

É tanta coisa acontecendo, que eu preciso extravasar. Mas não sei como.

E se a peça está ficando linda, é porque juntaram um bando de loucos, que a despretensa tentativa em se divertir vem se tornando brilhante. E nem queremos ser brilhantes, apenas ser alguma coisa tão pequena, e tão simples, que as vezes a gente esquece. É que cada um alí ama o que está fazendo; cada um em seu grau de tratamento, cada um consumindo seu Placebinho de cada dia, cada um, consciente ou inconscientemente, está dando um berro com algodão na boca.

Criaturas corajosas essas, que brincam de fingir que não se importam, que brincam de contar as moedas de uma fonte pra ver se chega a um milhão, que brincam de roleta russa.

E a gente dança, mesmo sem saber se vai dançar.
E a gente corre contra o tempo, porque não sabe se vai dar.
E a gente se depara com cada momentinho bom...

A casa aqui, segue em uma bagunça que beira a insuportável. Bagunça que arruma, mas insiste em voltar. Como o despertador, que se prolonga mais 15, e mais 15, e mais 15... até passar da hora de ir pra academia, pra um tratamento de self-image.

O almoço que eu deixei de fazer, porque ficou mais fácil comer a comida dos outros.

A cama nem arrumo mais. Aqui, moram papai mafagafo, mamãe mafagafo e seus seis mafagafinhos.

E esse chuveiro que não para de queimar, e não me deixa lavar a alma! (Aaaaaaaahhhhrrrrrgggggg!)

A vida segue, retumbando com o sub-woofer. Música aqui, pra dormir, pra acordar, pra tomar banho, pra cozinhar, pra lembrar...

Lembrar que virei a última folha do calendário.

Lembrar de tudo que passei esse ano, principalmente de tudo que ainda vou passar.

Tô me formando. E foi uma longa estrada.

Tô indo reencontrar Jão. E foi um lindo passeio. E vai ser.

... e de repente, acordo com o despertador martelando o martelo!

Ando misturando cada sonho desconexo. Também, fazia tempo que eu não dormia acompanhado. Nem que fosse em pensamento. Eu já me aconchego em você, sabia?

Ando misturando arte com vida, e sonho com interpretação. Cada devaneio de espírito, cada estado mental... chorando fácil no palco, porque na vida tá fácil sorrir.

Ando tranquilo, e correndo cada vez mais rápido. Eu sei que esse tempo vai chegar, só o que me preocupa é quando vai terminar. Mas não termina, eu sei que comigo não termina.

Como eu nunca termino de escrever uma linha. Como as idéias, que fluem em vômito-organizadamente-bagunçado.

As vezes eu preciso falar, porque eu não falo. Isso é um exercício. As vezes, é preciso ser qualquer coisa, ao invés de parecer coisa nenhuma. Falar coisas que merecem ser ditas, ou falar uma merda qualquer. Por isso canto tanto. É mais fácil cantar coisas dos outros. Mas aqui vou eu, me permitindo, aos pouquinhos...

Em doses homeopáticas, que é pra não assustar esse paciente que pacientemente já sofreu por excesso de paciência.

Mas já me permito dizer que te quero, pelo simples prazer de te ter. E desejo em doses cavalares, porque minhas veias saltam ao esforço de não te ter.

E já me permito correr riscos, andar na beira, abrir as asas. Estou vivo, cada vez mais, e não posso me desculpar por ser assim. Olhos cada vez mais abertos pra ver a jato o que está longe. Ouvidos apurados com fones-de-ouvido pra entender. Olfato que suspira, e suspira... ao encontro da pele.

E vou dormir de que jeito? Com tanta vida em movimento!

Prefiro pôr flores na janela.