quarta-feira, 1 de julho de 2009

Prolonging the magic...

Mais um mês que fica para trás, e deixando saudades. A visita de Jão e Luis aqui foi uma delicia, e até consegui simpatizar com o frio. Quando se tem companhia, a rua fica mais fácil de encarar e a cama mais gostosa de deitar.

E o ano segue desgovernado feito um paquiderme manco na descida.

Ontem estreamos a temporada 2009 do “Cantar e Viver o Brasil”, para os funcionários do Positivo e a alta diretoria. Uma pressão dos infernos, uma canseira do cão. No dia anterior, ficamos mais de 12 horas no teatro, entre passagem de luz, de som, marcações, coreografias e ensaio geral. Voltamos no dia seguinte moídos, e tudo parecia conspirar para dar errado. Um iluminador que não conhecia a peça, um técnico de som que não conseguia equalizar tudo, uma cobrança por parte da produção e da diretoria... mas no final deu tudo certo.

Depois da tempestade, veio a bonança. Ou melhor, o cocktail. Umas comidinhas em miniatura impressionantemente deliciosas: tinha cone de salmão, tortinha mexicana, panelinha de purê com fungi, sopa de chocolate, mais um monte de coisas que não consegui identificar, só comer.

E a estrela da noite: o champagne.

Tomei taças e mais taças, acompanhado de dúzias de panelinhas de purê que pegava sem vergonha, pois eram o manjar dos manjares dos deuses do universo. Um a um, vi meus companheiros de palco se equilibrando pelas beiradas, mas seguimos firmes e fortes para a casa do diretor, para continuar a noite.

Chegando lá, encontramos um quarto de figurinos, e imagina a bagunça que a gente fez. Eu misturei cabelos e asas de anjo com um tutu de bailarina que ficou uma graça. E seguimos noite a dentro, com cervejas, xiboquinha e cada vez mais gente passando mal.

E cada vez mais bafos que não me permito nem comentar.

Me sai surpreendentemente digno, sem vomitar e nem fazer nada que pudesse me arrepender depois. E olha que bebi feito uma porca obesa. Sou pobre, mas tenho meus momentos.

A casa continua vazia.

A bagunça continua, e não vai ser agora que vou arrumar. Vou pra um rodízio de petiscos, pra contrastar com o rodízio de chiqueza que foi ontem.

Boa semana!

domingo, 28 de junho de 2009

FELICIDADE FOI-SE EMBORA...

...

E a saudade no meu peito nem teve tempo de esquecer
Nem deu tempo de dizer
Que lá fora pode estar frio
Mas aqui dentro tem conforto

Felicidade foi-se embora voando
E num segundo a casa ficou triste
Essa casa que sempre me pareceu triste
E fria, e suja
E feia e sozinha
Voltou a ser como era antes
Felicidade foi-se embora levando junto o sol

Devolvi os cobertores
Coloquei tudo nos devidos lugares
Como se esse furacão nunca tivesse passado
Tentei afastar os cheiros
Mas deitado na cama, lembro de tudo
Tudo que fez questão de passar devagar
Mas que teve que passar

Felicidade foi-se embora
Levando embora algumas alegrias
E deixando algumas lágrimas.



"... ah, meu Deus, como tudo se passou tão depressa! Os anjos não tomam conta do tempo. Se a espera e a dor custam tanto a passar, a felicidade acontece tão ligeiro que não dá nem tempo de reparar. Eu súbito descobri a verdade de que a gente só guarda para toda a vida aquilo que dói de mais. Num instante chegou a hora do Circo Milano partir."

O Risco do Bordado

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Times like this...

Eta correria danada! Jão e Luis chegaram na cidade, ao mesmo tempo em que meus ensaios começaram de forma brusca e sem aviso. Tive que rebolar pra conseguir cumprir com os deveres profissionais e poder dar um mínimo de atenção a essa visita tão esperada (leia: briguei muito).

Imagina o tamanho da responsa: deixar nas mãos de um virginiano para 1: apresentar a cidade para Luis, que não a conhecia, e 2: torná-la um mínimo interessante pra Jão, que já tinha passado por aqui rapidamente, e sobretudo, que veio passar seu aniversário aqui. Quase surtei. Organizei até uma planilha com toda a programação, que devido aos ensaios, ao clima, e ao fato do moço dormir feito um urso, sofreu várias modificações, e eu quase me descabelei com alguns furos que nem merecem ser citados.

Entre mortos e feridos, perdas e ganhos, acho que tenho conseguido realizar todas as tarefas com média 8,5.

Mesmo sem poder oferecer o conforto que gostaria, e me incomodar com isso (pois, sim, eu me incomodo), meus dias aqui tem sido corridos e deliciosos. Passeando muito, rindo um bocado, comendo bem pra cacete e principalmente enchendo essa casa de energia boa, com direito a dormir espremido numa cama de solteiro no frio que nem pensa em me abalar).

Mas ainda tem coisa pela frente. A planilha foi abandonada sumariamente para poder deixar as coisas fluírem como tem que ser. Quero pensar só no segundo-nesse-instante-agora.

Dias frios virão.

OS: não podia deixar de citar que Farrah Fawcett e Michael Jackson se foram. Farrah era a mais famosa das Angels que tanto fizeram parte da minha adolescência (que foi marcada pelas Angels do ano 2000), e Michael que foi a inspiração para meu inicio de carreira na dança, e ousei re-coreografar Thriller quando dava aulas de Street Dance. Que bizarro...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Um breve desabafo...

Tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que to até com preguiça de blogar. Resumão da opereta: me convocaram a começar os ensaios na terça, para uma apresentação dia 30. Surtos gerais...

Tô cansadaço, e tentando arrumar a casa para hospedar os baianos que, loucos, querem passar frio...

Tô cansado e fui!

domingo, 14 de junho de 2009

Jai Ho...

Uma coisa que gosto de Maringá é essa cara de interior que a cidade insiste em manter. A cidade já foi considerada uma das melhores do Brasil para se viver, arborizada de uma ponta a outra, tranquila, pequena pero no mucho... as pessoas aqui continuam com alguns hábitos típicos de cidade de interiorrr (com aquele “Erre” bem arrastado). Não é igual Curitiba, onde o povo jura que está na Europa. Aqui anda se vê gente com aquela cadeira de plástico na calçada, tomando chimarrão. A loja de conveniências do posto ainda é ponto de encontro, e geralmente o povo que passa com o som ligado, escuta sertanejo. Ahn... isso não é tão legal assim. Um problema é que, é um povo meio “tatu” as vezes. Ao ser apresentado, geralmente nem te olham na cara.

Mas a coisa mais fantástica em voltar pra cá de vez em quando é perceber que realmente as coisas não mudam. Não de forma significativa, pelo menos. Mudanças sutis, mas que não afetam o todo. Reencontrar os amigos e voltar ao passado, mesmo que esse passado tenha um gosto de nostalgia, e a certeza de que ele não vai voltar.

Os trajetos ainda são os mesmos, os ataques de riso ainda são os mesmos, os sonhos são os mesmos.

O “Dia dos Desgarrados” foi um inferno. Passei o dia enfurnado, brincando com a Gabi, e jurando pra mim mesmo que não ia me afetar por essa data que, convenhamos, é só mais uma data. A noite, um telefonema-herói, e me joguei na balada com amigos que à anos não se reuniam. Já abri o apetite com um drink de absinto, matei a sede com algumas Heinekens, e pra ajudar na digestão, 2 shots de tequila. Terminei a noite no McDonalds, mais precisamente no banheiro, em uma cena bizarra: em um Box, B. B., que não será identificado (:P), e no outro, eu, que não tenho problema algum em narrar a história. O dialogo seguiu mais ou menos assim (ou o que consigo lembrar dele):

- Preciso vomitar.

- Eu também.

- Então vamos.

Depois de algumas gorfadas:

- Tá vomitando?

- Tô. E você?

- Não to conseguindo.

- Enfia o dedo na goela.

E mais algumas gorfadas depois, eu saio do box com os olhos vermelhos, com a cara parecendo um abacate macho, e dou de cara com dois seres parados na porta, com os olhos arregalados olhando para mim. Só consegui rir imaginando que a gente parecia duas adolescentes bulímicas, loiras, americanas feito os filmes de Hollywood, e com aquela prática na situação como um catador de maçãs no Minnesota.

A ressaca no dia seguinte eu prefiro não comentar.

Mas chega sempre a hora de voltar. E essa semana vai ser longa, muito longa. Recebi a notícia que Jão está vindo pra cidade.com.br/ai-meu-coração.

!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Roller boy...

Oi, meu nome é Fernando, tenho 26 anos, e a 3 dias eu não blogo.

Duh! (tipo Homer quando se toca...)

Cheguei em Maringá podrasso da viagem. Podrasso é tipo aquelas coisas que a gente diz pra dramatizar muito a coisa toda, mas que escrito não faz muito sentido. Tipo, tô prodráaaasso!

Enfim...

Alguém aí pensou em descanso? Do que minha sobrinha grudou no meu cangote, só largou quando chegou a amiguinha (chata) pra brincar com ela das coisas que o Tio não brinca.

E não julguem o Tio. Eu brinco de um monte de coisas com ela, mas montar no cavalinho de madeira é um pouco arriscado...

Amiguinhos maringaenses forasteiros estão todos reunidos na cidade, então o fim de semana promete boas doses de álcool, risadas e nostalgia. Wazzuuuupppp?!?!?!

Descobri que vou passar meu aniversário em Alfenas-MG, trabalhando pra caralho. Alguém me indica salvação por lá? Não esqueci do Valdo (cabeleireiro da high society) viu? (recado interno)

E, vambora, que o que você demora é o que o tempo leva! Amanhã é dia dos namorados né? Mais um que passo sozinho. Costumava juntar os amigos e fazer o “Dia dos Desgarrados”, em que a gente se permitia boas doses de qualquer coisa, um se apoiando no outro. Vou transferir a reunião pra Maringá, porque já to sabendo que tem um monte de solteiros na área. A gente se junta, e se comunica em baleies. Sacou, sacou?

Quando eu começo a falar tancice, é hora de dar “tchau”.



...



Oi.