sexta-feira, 26 de março de 2010

You won´t fool...

Eu juro que semana que vem eu abandono a TV novamente. Juro.
.
Depois de largar a faculdade de jornalismo, fiquei alguns anos só ligando a TV para ver DVD´s, desiludido com um monte de coisas que comecer a perceber na estrutura televisiva de uma forma geral. Hoje em dia, continuo não gostando de ver telejornal (mas o amor gosta, então vejo por tabela), e voltei a me amarrar em telenovela e BBB.
.
E o BBB atualmente chegou em um momento bem interessante, que tenho a impressão que vai refletir um bocado da nossa sociedade hoje (caso a "interferência" da Globo nas votações não modifique os fatos). Torço, mas de verdade, para que o DiCesar ganhe esse paredão. Se suas atitudes estão longe de certas, compreendo perfeitamente a forma com que ele lida com as pessoas, ainda mais nesse caso. As vezes, para a gente não ser sozinho, precisamos engolir um bocado de coisas em prol de boa convivência, por politicagem ou simplesmente por paz. Eu tenho muito disso e conheço muita gente assim; DiCesar é só mais um, catapultado às criticas por estar exposto da forma como se propôs.
.
E dizer o que de Marcelo Dourado? O dono da verdade, preconceituoso sim, não há argumento que me convença ao contrário, o orgulho em pessoa. Aquele tipo de ser humano que se acha perfeito, e se esconde por trás do argumento mais barato de todos: "eu tenho defeitos sim" ou "quem sou eu pra dizer". O verniz da humildade, que quando derrete, só sobra enxergar os defeitos dos outros, apontar o dedo acusador para todos, gritar para o mundo o quanto todos são defeituosos. A pessoa que defende a verdade acima de tudo? Me parece aqueles pregadores na rua, pregando a vinda de Jesus Cristo com gritos no megafone. Megalomaniaco perigoso, que vem dizer que heterossexuais não pegam AIDS, que não bate em mulher mas queria bater em DiCesar por ter apontado o dedo para ele, quando o próprio manda todo mundo calar a boca como quem diz "bom dia"
.
E pra quê um post sobre isso? Sei lá... desabafo. O que vejo nisso tudo é que se Dourado vencer esse paredão, só vai refletir o quanto o nosso país ainda é preconceituoso. Porque é muito fácil dizer que não tem preconceito com homossexuais, visto que a televisão só retrata o gay estereotipado, caricato, bobo da corte. O tal "Big Brother da diversidade" como prega o empolgado Bial não foge da regra: só cabe o gay colorido. O gay com defeitos, como todo ser humano que se preze, é inaceitável. O gay que é boa praça é o falso e mentiroso, o hetero é o amigão de infância e o gente boa.
.
Tudo isso me causa essa comoção toda por cansaço. É uma discussão tão idiota essa de ser gay ou ser hetero. Somos todos seres humanos, e como tais, somos capazes de amar. Tão racionais que nos julgamos, e ainda somos incapazes de admirar as coisas que realmente importam nos outros, e não as atitudes e condutas pessoais. Não somos capazes de respeitar crenças alheias, opiniões diferentes, a liberdade do outro.
.
Chega. Vou votar.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Não vai a lugar nenhum...

Então que cada dia eu me sinto mais baiano...!

Ontem uma amiginha me chamou de "nêgo". Achei o máximo.

A TV me fisgou de jeito e quem diz que eu perco um capítulo de novela e o BBB? Adoro ficar tentando adivinhar qual é o olho do Matheus Solano que está atuando (ele tem 2 que atuam de formas distintas...) e me irritar com o babaca do Dourado, criatura insuportável e preconceituosa que pelo jeito vai sair da casa só com 1,5 milhão no bolso... odio mortal...

E ai que eu vou dormir só lá pelas tantas da noite, acordo assustado com minha própria capacidade de se auto-flagelar levantando da cama a uma hora daquelas, me estrepo com as aulas de dança visto que meu corpinho já não é mais de 15, e volto correndo pra casa pra ver meu amor. Ê vidão!

Ando num surto criativo incontrolável. Comecei a escrever um texto, comecei outro e outro... acabar que é bom, nenhum... desconfio que sou um bom argumentista, mas pra roteirista eu ando mal das pernas. Mas enquanto eu não tenho certeza, sigo escrevendo. Quem sabe daqui alguns meses eu vejo lá: Roteiro por Fernando Ishiruji. Ai que metideza...
.
Fui com o love ver os filmes do Oscar "Guerra ao Terror" e "Preciosa". O primeiro ganhou por que mesmo? OK, roteiro bacaninha, mas ao meu ver, só mais um bom filme de guerra. Já "Preciosa" é arrebatador. Ou seria arrebentador? A tal da Mo´Nique botou pra fuder (trocadilho infame...) e a Gabourey Sidible é uma graça. História foda. Entre mortos e despremiados, ainda dou o meu Oscar a "Avatar" prontofalei.

Hoje matei as aulas pra dormir até mais tarde e estar bem descansado para um teste no TCA, pra um musical chamado "Aventuras do Maluco Beleza". Eu sou esquisito pra burro, sério. Tava todo tranquilo, todo confiante, mas foi me colocar na frente da banca que me caguei todo. Será que Freud alám de explicar, me ajuda? Errei texto, errei musica, foi uma fiasqueira só. Minha sorte é que a banca pelo jeito até foi com a minha cara; o diretor me dirigiu, e finalmente um teste em que eles deixam a gente cantar a música no tom para a nossa voz. Óh! Ouviu São Paulo? Acho que dá pra passar pra segunda fase... resultado na sexta, dedinhos e dedões cruzados por favor. Quem for da reza, vem forte que eu tô aceitando!

Fome. Cadê meu amor?

sábado, 6 de março de 2010

If you wanna complain...

Sábado. Eu amo o sábado. Eu amo a sensação de deitar na cama com o amor ao lado tarde da noite sabendo que no dia seguinte eu NÃO vou ouvir o celular despertar descaradamente cedo.
Acordei com uma serra maligna cortando muros e ouvidos, mas já era 10 e tantas, então nem me abalei.

O cachorro do vizinho ganiu um bocado hoje cedo, mas nem dei muita bola, e nem me liguei que não tinha ninguém em casa. O outro cachorro estava super carente, e eu achando que ela estava prenha. Nada. Era ela querendo chamar a atenção pro filhote, que se machucou não sabemos como, e agora manca...

:(

Hoje tem Espicha Verão na Barra, pra aumentar ainda mais a sensação de que Salvador é só festa. No palco, um monte de mulheres (no gênero) homenageando o dia das... er... mulheres. A gente até ia, mas tem um relatório pendente e o tempo está cada vez mais ficando cinza. Acho que alguma sapa (sorry...) não vai conseguir se apresentar hoje... hihihi...

O curso de dança vai a toda, eu me esfolando inteiro e acordando mais cedo do que o humanamente saudável. Mas feliz da vida.

Tchau.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Nine maneiras de destruir um musical...

Ontem o love me levou para assistir "Nine", adaptação de um musical da Broadway com um elenco estrelar. Eu nunca tinha ouvido falar dele, mas musical pra mim é igual sorvete: sempre bem vindo.

Bem, que eu adoro musicais, isso não é segredo nem novidade pra ninguém. Sempre me encantei com a ideia de uma pessoa estar andando na rua e sair cantando e dançando porque está feliz, e as outras pessoas ainda se juntarem a ele numa coreografia perfeita, sem ensaio, espontâneamente.

Esqueceram de me avisar que é um drama musicado, e não um musical.

A melhor coisa dos filmes são as coadjuvantes. Kate Hudson, apesar de interpretar aquele tipo à qual ela é premiada em interpretar, tem a melhor cena musical do filme, e ainda canta bem. E por incrivel que pareça, Fergie tem o número mais interessante e o menos mal tratado. No quesito interpretação, digamos que não é dificil pra ela interpretar uma prostituta, já que basicamente é o que ela vem fazendo em vários de seus clipes.

Espero que depois desse, os produtores tenham percebido que Rob Marshall não serve para ser diretor de cinema. Apesar de coreógrafo, ele não parece ter controle algum sobre a edição, que insiste em retalhar suas coreografias. E o mesmo problema de Chicago se repete: ele se limita a colocar a câmera na boca de cena, como se fossemos apenas pláteia de um musical ao vivo, se esquecendo que o cinema permite que a gente faça perte da cena.

Holliwood ainda não encontrou um ator para seus musicais. Ao que tudo indica não é na geração de Richard Gere e Daniel Day-Lewis que vão encontrar...

Quanta música chata gente...

A melhor coisa do filme é a Marion Cotillard, mas pode ser também porque é a única personagem com espaço para crescer.

Enfim, tem coisas boas sim, mas no geral é ruim que dói. O começo é tão lento que chega a dar sono, e a estrutura fica mais ou menos assim: entra uma protagonista chata, logo depois uma coadjuvante bacana para animar. Uma chata, uma bacana. Uma chata, uma bacana. Termina chato. 9 mulheres poderosas, e eles não pensaram em fazer um grande número. No começo elas se juntam num "lá lá lá" chato, - eu penso: OK, eles guardaram para o final - e então, elas se juntam de novo e nada fazem.

Resultado final: chato!

Vou tomar sorvete-tchau!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

When the earth was still flet...

Foi uma longa ausência. Me justifico em algumas linhas.

Ontem fui ao show de Beyoncé. 50 mil pessoas embasbacadas com uma semi-deusa dos tempos modernos. Semi? Nos dias atuais, chego a desconfiar que Beyoncé seja mesmo o *eus de algumas daquelas pessoas que choravam e gritavam pelo nome de uma negra americana de nome francês que canta uma língua que a maioria ali não entendia. Invejo essas pessoas que conseguem ser feliz com R$ 80,00. Felicidade plena, não duvide.

Hoje acordei, deixei a paciência em 2:30h dentro de um mercado abarrotado por conta do carnaval; deixei uma nota preta em comida e necessidades; deixei algumas calorias pelo caminho de volta à casa.

Subi a escadaria da favela em frente de onde moro, fiz amizade com o dono de um botequim que me deixou levar 4 engradados de cerveja sem muita cerimônia, nesse tipo de confiança que só os menos privilegiados são capazes de depositar no próximo.

Prestes a começar o almoço, escuto 6 tiros. Me jogo no chão. Breve silêncio. Olho pela janela e vejo 2 adolescentes descendo a mesma escadaria em que acabara de passar, um deles escondendo uma arma numa sacola de papelão azul. Num impulso jornalístico, agarro a câmera e volto, para registrar uma pequena turba se despencando por todos os lados em mórbida curiosidade. O corpo caído logo ali, em frente a minha janela. Por alguns degraus não vejo o sangue. Fico registrando a vida que passa.

Os dias por aqui tem sido assim, intensos, descontrolados, imprevisíveis. Me casei. De dividir o teto e tudo, aliança e tudo, juras de amor e tudo. O casamento no papel sai em setembro, com direito a festa discreta e convidados. Não sei se minha família virá. Talvez venham e me surpreendam, talvez eles simplesmente não entendam, e eu sigo minha vida tentando ser feliz.

Me mudei, de um pequeno largo onde presenciei um homem ser esfaqueado para um onde acabei de ver um homem ser baleado. A casa ainda não esta 100%, mas está lindinha como 2 pessoas que se amam podem conquistar.

Amar. De repente, esse tempo chegou.

Então eu meio que abandonei esse espaço. Tem tanta vida aqui fora, que mal dá tempo de pensar em acordar.

Mas eu volto, sempre que der para escrever alguma coisa.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Nós somos rainha e rei...

Ups... deixei o blog de ladinho... bora lá!

Esses dias, sai do aniversário de um amigo de Jão e fomos parar no Porto da Barra para um banho de mar. As 3 da manhã! Eu que passei a vida pelas praias de Santa Catarina e por algumas vezes tentei um banho noturno em vão pois a àgua era impraticavelmente gelada, quase chorei de emoção ao botar os pés e sentir um frescor convidativo. Centro da cidade, 3 milhões de habitantes, e só eu e o love a se esbaldar naquela àgua cristalina, cheia de peixinhos noitivagos. Se fosse peixe, eu é que não dormia mesmo nessa praia inacreditável, que é considerada a terceira melhor praia do mundo.

Mais um desses diazinhos tão singelos e insquecíveis...

Ontem embarquei numa van organizada por Jão para Santo Amaro, para a festa do Terno De Reis promovido pela Dona Canô. Cidadezinha de 60.000 habitantes que se mobiliza para fazer uma festa linda e tranquila, como eu nunca achei que fosse presenciar. Chegamos num salão onde a banda aquecia com marchinhas e jingles televisivos, que logo saiu pelas ruas com uma comitiva de estandartes, fantasias e um carro de som hilário, pois apesar de terem distrbuido vários papéis com a letra da música que era cantada pelo trajeto, a vocalista parecia incapaz de seguir a ordem das frases. Em frente a casa da matriarca dos Veloso, confesso que me embrenhei em meio a multidão com uma pequena esperança de ver sua filha mais famosa, mas ao chegar lá, fiquei tão emocionado em ver aquela senhora de 102 anos deitada em uma cama por conta de uma queda, que até me esqueci de espiar mais para dentro a procura de uma cabeleira desgovernada. Dona Canô acenava vivazmente para todos, puxava uma moça do seu lado e perguntava: "Quem é?". Voltei para o meu bando todo feliz com uma foto da vovó mais pop do Brasil. O percurso desembocou em um pequeno salão com musica ao vivo. Saimos de lá ao som de um grupo que fazia um axé-meio-empagodado-meio-sei-lá-o-que, com uma cara de Backstreet Boys baianos, e fui comer uma tão esperada Maniçoba, que de tão deliciosa só pecou no quesito quantidade. Comeria uma travessa daquela sozinho e facinho!

Tô ameaçado por uma gripe afro-nagô muito fora de hora, mas amanhã tenho fé de que estarei zero para mais uma semana de Bahia!

Boa semana!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

You can't have him...

Tchau 2009!

Pelo que vi, ninguém vai sentir falta desse ano que passou. Só ouvi que foi um ano difícil (pra pior).

Eu não sei se posso dizer o mesmo. 2009 foi um ano até piedoso comigo, visto a maioria. Foi meu primeiro ano de formado, e visto o terror do fato, até trabalhei bastante.

Em janeiro, voltei de Salvador com Jão a tiracolo. Ele passou 3 dias comigo na minha ex-cidade, e seguiu sua viagem rumo as terras de nossos vizinhos argentinos. Mês estranho...

Em fevereiro, voltei correndo para Salvador, para os braços do love e para conhecer o carnaval. Ao contrário do que ele prega, gostei sim da festa, mas não tenho resistência física para sair todos os dias.

Entrei em março "cos dois pé" na voadora, com promessas de uma nova turnê. Cheguei em Curitiba numa segunda, e somente na quarta me avisam que a turnê fora cancelada. Quase perdi o chão, quando fui até São Paulo fazer um teste para o musical "Hairspray", da qual não passei.

Abril passei alguns dias perdidos em Curitiba, e alguns me achando por Salvador (mais uma vez).

Maio foi mais um mês de retorno ao lugar onde já não me sentia em casa. Assinei contrato para finalmente seguir em turnê, e mal sabia de todo o caminho que teria que percorrer.

Junho começaram os ensaios. Nesse meio tempo, Jão vem com Luis comemorar seu aniversário e ficamos alguns bons dias juntos antes do longo hiato.

Em julho os ensaios começavam a chegar ao fim, ao mesmo tempo em que eu começava a vender e dar todas as minhas coisas para entregar meu apartamento.

Agosto foi uma novela. Inicio de turnê. Cancelamento de turnê. Viagem para praia com o elenco. Retorno para a turnê. Conheci Minas Gerais.

No mês do meu aniversário, passei em Minas Gerais, fomos para Goiás e Paraná, com direito a comprinhas no Paraguay. Começava meu cansaço.

Outubro foi todo passando por cidades do Paraná, eu já me segurando pelas beiradas e tocando o foda-se contra tudo e todos que me faziam mal. Contando os dias para o fim.

Novembro eu já estava que era o pó. Terminei a turnê como se fosse o último dia de prisão, e tamanho era meu alívio que nem chorei (no primeiro ano, quase murchei de tantas lágrimas). Terminado a última sessão, fui direto para Salvador.

Mal cheguei e já tive que ir para São Paulo para o teste de "A Gaiola das Loucas". Frustração total.

Dezembro veio fechar o ano com chave de ouro, com calma e amor. Dias como aqueles bons dias, de boas risadas, boas festas, bom amor.

Passei o natal e ano novo com a família do love. Amigo secreto, aniversário da sogra (hihihi...), e ano novo delícia. A banda do irmão de Jão tocando em Arembepe, num condominio a beira mar, com direito até a esse que vos bloga dando canja de surpresa, rouco e sem saber a letra da música. Quando a gente bebe, somos capazes de cada coisa que até Yemanja duvida. Virada linda, nos braços do love, pulando 7 ondas, vendo os fogos, batendo fotos.

Coisa boa começar o ano com tudo certo.

Hoje tem o tradicional show de Daniela Mercury com o pôr do sol do Farol da Barra ao fundo. Ano passado estava lá. Esse ano estarei também. Vou me arrumar, feliz 2010 para todos!