Desandei a falar no post passado e acabei deixando de comentar o principal: sou o mais novo empresário do ramo de suínos! Acessem:
www.okporquinho.blogspot.com
Comentem!
Divulguem!
Comprem!
:D
quinta-feira, 6 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
You´re affraid to brake some bones...
Alguns dias atrás li um texto de Hagamenon Brito sobre seu desanimo com a cidade de Salvador, e vendo isso repercutir por diversos blogs e e-mails de gente que conheço, gente que desconheço, gente que concorda, gente que se revolta...
Como eu sou metido mesmo, o que eu tenho a dizer é: ô minha gente, e qual cidade nesse mundo é perfeita pra se viver? Provavelmente aquela que você não está, ou se está, é um reflexo da Wonderland que Alice visitou na infância e nem se lembra mais. Quanto mais sarna a gente procurar, mais coceira vai achar. Reclamar que o baiano é oferecido demais é olhar somente pro lado ruim da questão. Quanto mais pessimista a gente for, pior a coisa vai ficar. Salvador pode ter milhares de defeitos, mas ficar só olhando para eles e grasnando não vai resolver. Eu sou do tipo que prefere sempre pesar para o lado bom das coisas, sem demagogia. As coisas ficam muito mais fáceis quando a gente pega mais leve, mais sutil, mas puro. Ultimamente eu estou tão cansado de sair e encontrar as pessoas para ouvir que eu estou muito magro ou que fulano está muito gordo. Que ciclano está muito feio ou que beltrano está muito velho. E importa? Ao invés de reparar que eu não estou no padrão das revistas, que tal reparar se eu estou FELIZ? Acho que existem coisas muito mais importantes na vida... né? Cavar defeito nas coisas só nos faz se enfiar cada vez mais fundo num buraco feio e triste. E olha que tristeza é um vicio que a gente se acostuma a comer. Falo por conta própria. Sair por ai apontando o defeito dos outros e das coisas é bem fácil, mas e entender o porque desses defeitos nos incomodarem tanto, nos afetarem tanto? As vezes a felicidade pode estar tão perto que a gente não é capaz de ver.
Simpatia gera simpatia.
Alegria gera alegria.
Ontem finalmente fui ver "Alice". Acho que juntar uma história piradona com um dos diretores mais piradões de Hollywood foi uma escolha tão óbvia que a coisa meio que chapou. Tim Burton nunca foi o mais habilidoso com o desenvolvimento das suas histórias, e ao juntar com o interessante mas mal desenvolvido roteiro, o filme parece que nunca vai chegar a lugar nenhum pelo simples fato de não ter muito onde chegar. Juntando as 2 história de Lewis Carrol e criando uma Alice já conhecida pelos habitantes de Wonderland, a premissa até se torna curiosa no primeiro instante, mas a falta de profundidade das personagens acaba deixando a trama meio frouxa. O Chapeleiro Maluco de Johnny Depp por exemplo, ganha um espaço muito maior do que o próprio papel sustenta, e acaba por se apoiar somente no talento do ator em criar tipos interessantes e extravagantes. Já a Rainha Vermelha de Elena Bonham Carter é de longe a mais divertida, roubando a atenção cada vez que aparece em cena. Anne Hattaway também consegue transformar sua Rainha Branca em uma figura bem interessante com pouquissimo tempo em cena, com seu gestual exageradamente delicado que desaparece assim que seus súditos não estão por perto. Mostrando novamente seu timming cômico delicioso, fiquei me perguntando o quanto sua rainha também não se torna uma farsa, apenas para parecer algo que que ela não é e garantir sua majestade. Enquanto a Vermelha obriga todos a serem como ela, a Branca se obriga a ser para os outros.
Dentre as personagens digitais, fiquei hipnotizado pela languidez do Gato Risonho, que passeia pela cena como uma colher misturando marshmallow. É, um filme assim muito louco me fez ter essas leituras idem.
Com um papel não lá muito interessante, a protagonista Mia Wasikowska pouco faz em cena, surgindo monocórdica apesar do interessante desenvolvimento estético da personagem (é claro perceber a intenção do figurino de, lentamente, ir desmontando aquela figura aristocrática até seu status de guerreira). Ainda funcionando como uma alegoria para uma passagem da sua vida (infância/adolescência/adulta), a Alice que retorna ao mundo real parece pouco amadurecida, visto que resolve sair dizendo verdades para todos, e ao olhar para as duas irmãs fofoqueiras do inicio do filme, consegue apenas dizer: "vocês me lembram dois irmãos que conheci num sonho".
E Tim Burton, um expecialista em contar histórias sombrias em um ritmo muito peculiar, acaba revelando muitas fraquezas com um roteiro em mãos que peca em fatos relevantes. Já no início de sua aventura, a cena em que Alice deve crescer ou encolher para resolver um quebra-cabeças se arrasta de forma estranha, como se estivessemos a observar outra pessoa jogando algum game e não pudessemos nós mesmos nos divertir. E alguém me explica porque ela dorme tanto? Até mesmo o superclimax inventado pelo roteiro, quando todas as personagens se encontram em um tabuleiro para cair na porrada (OK, guerra...), a cena é de longe a mais decepcionante, revelando a faceta menos Hollywoodiana do diretor, incapaz de imprimir agilidade ou ao menos tensão no combate.
Como se não bastasse, o filme claramente foi transformado em uma versão 3D para atrair o novo público ávido pela novidade, visto que a tecnologia pouco (ou nada) acrescenta a trama, ao contrário, por vezes atrapalha. As legendas muitas vezes parecem "colar" em um personagem, as camadas fora de foco que ficam em primeiro plano sempre causam desconforto (e oras, se estão em primeiro plano, estão fora de foco porquê mesmo?), e aqueles efeitos de luz incidente em um local escuro soam estranhas ao parecerem mais sólidas do que realmente são quando uma personagem passa por ele.
Com isso, o resultado soa estranhamente negativo, apesar de não necessariamente ruim, infelizmente muito de seus êxitos graças a competente equipe de arte e seus atores do que pela mão de seu diretor. Será talvez o efeito "Disney"?
Pra ajudar, ainda somos convidados a encarar a parcela ruim de Salvador: o atendimento. Pra conseguir um saco de pipoca é uma novela. Para conseguir silêncio dentro do cinema só reclamando alto. E a quantidade de gente roubando o óculos 3D? Ai eu me pergunto: pra quê? Levando em conta que a mesma criatura só vai ter dinheiro para comprar uma TV em 3D daqui uns 10 anos, chego a conclusão de que se trata de puro importunismo, porque ainda saem se exibindo como se aquilo fosse um trofeu. Ô gente, que povo mais folgado, mais desinteressado, mais pouco profissional... hihihi...
Ironia modo ON tá? Vê se não me malha!
Como eu sou metido mesmo, o que eu tenho a dizer é: ô minha gente, e qual cidade nesse mundo é perfeita pra se viver? Provavelmente aquela que você não está, ou se está, é um reflexo da Wonderland que Alice visitou na infância e nem se lembra mais. Quanto mais sarna a gente procurar, mais coceira vai achar. Reclamar que o baiano é oferecido demais é olhar somente pro lado ruim da questão. Quanto mais pessimista a gente for, pior a coisa vai ficar. Salvador pode ter milhares de defeitos, mas ficar só olhando para eles e grasnando não vai resolver. Eu sou do tipo que prefere sempre pesar para o lado bom das coisas, sem demagogia. As coisas ficam muito mais fáceis quando a gente pega mais leve, mais sutil, mas puro. Ultimamente eu estou tão cansado de sair e encontrar as pessoas para ouvir que eu estou muito magro ou que fulano está muito gordo. Que ciclano está muito feio ou que beltrano está muito velho. E importa? Ao invés de reparar que eu não estou no padrão das revistas, que tal reparar se eu estou FELIZ? Acho que existem coisas muito mais importantes na vida... né? Cavar defeito nas coisas só nos faz se enfiar cada vez mais fundo num buraco feio e triste. E olha que tristeza é um vicio que a gente se acostuma a comer. Falo por conta própria. Sair por ai apontando o defeito dos outros e das coisas é bem fácil, mas e entender o porque desses defeitos nos incomodarem tanto, nos afetarem tanto? As vezes a felicidade pode estar tão perto que a gente não é capaz de ver.
Simpatia gera simpatia.
Alegria gera alegria.
Ontem finalmente fui ver "Alice". Acho que juntar uma história piradona com um dos diretores mais piradões de Hollywood foi uma escolha tão óbvia que a coisa meio que chapou. Tim Burton nunca foi o mais habilidoso com o desenvolvimento das suas histórias, e ao juntar com o interessante mas mal desenvolvido roteiro, o filme parece que nunca vai chegar a lugar nenhum pelo simples fato de não ter muito onde chegar. Juntando as 2 história de Lewis Carrol e criando uma Alice já conhecida pelos habitantes de Wonderland, a premissa até se torna curiosa no primeiro instante, mas a falta de profundidade das personagens acaba deixando a trama meio frouxa. O Chapeleiro Maluco de Johnny Depp por exemplo, ganha um espaço muito maior do que o próprio papel sustenta, e acaba por se apoiar somente no talento do ator em criar tipos interessantes e extravagantes. Já a Rainha Vermelha de Elena Bonham Carter é de longe a mais divertida, roubando a atenção cada vez que aparece em cena. Anne Hattaway também consegue transformar sua Rainha Branca em uma figura bem interessante com pouquissimo tempo em cena, com seu gestual exageradamente delicado que desaparece assim que seus súditos não estão por perto. Mostrando novamente seu timming cômico delicioso, fiquei me perguntando o quanto sua rainha também não se torna uma farsa, apenas para parecer algo que que ela não é e garantir sua majestade. Enquanto a Vermelha obriga todos a serem como ela, a Branca se obriga a ser para os outros.
Dentre as personagens digitais, fiquei hipnotizado pela languidez do Gato Risonho, que passeia pela cena como uma colher misturando marshmallow. É, um filme assim muito louco me fez ter essas leituras idem.
Com um papel não lá muito interessante, a protagonista Mia Wasikowska pouco faz em cena, surgindo monocórdica apesar do interessante desenvolvimento estético da personagem (é claro perceber a intenção do figurino de, lentamente, ir desmontando aquela figura aristocrática até seu status de guerreira). Ainda funcionando como uma alegoria para uma passagem da sua vida (infância/adolescência/adulta), a Alice que retorna ao mundo real parece pouco amadurecida, visto que resolve sair dizendo verdades para todos, e ao olhar para as duas irmãs fofoqueiras do inicio do filme, consegue apenas dizer: "vocês me lembram dois irmãos que conheci num sonho".
E Tim Burton, um expecialista em contar histórias sombrias em um ritmo muito peculiar, acaba revelando muitas fraquezas com um roteiro em mãos que peca em fatos relevantes. Já no início de sua aventura, a cena em que Alice deve crescer ou encolher para resolver um quebra-cabeças se arrasta de forma estranha, como se estivessemos a observar outra pessoa jogando algum game e não pudessemos nós mesmos nos divertir. E alguém me explica porque ela dorme tanto? Até mesmo o superclimax inventado pelo roteiro, quando todas as personagens se encontram em um tabuleiro para cair na porrada (OK, guerra...), a cena é de longe a mais decepcionante, revelando a faceta menos Hollywoodiana do diretor, incapaz de imprimir agilidade ou ao menos tensão no combate.
Como se não bastasse, o filme claramente foi transformado em uma versão 3D para atrair o novo público ávido pela novidade, visto que a tecnologia pouco (ou nada) acrescenta a trama, ao contrário, por vezes atrapalha. As legendas muitas vezes parecem "colar" em um personagem, as camadas fora de foco que ficam em primeiro plano sempre causam desconforto (e oras, se estão em primeiro plano, estão fora de foco porquê mesmo?), e aqueles efeitos de luz incidente em um local escuro soam estranhas ao parecerem mais sólidas do que realmente são quando uma personagem passa por ele.
Com isso, o resultado soa estranhamente negativo, apesar de não necessariamente ruim, infelizmente muito de seus êxitos graças a competente equipe de arte e seus atores do que pela mão de seu diretor. Será talvez o efeito "Disney"?
Pra ajudar, ainda somos convidados a encarar a parcela ruim de Salvador: o atendimento. Pra conseguir um saco de pipoca é uma novela. Para conseguir silêncio dentro do cinema só reclamando alto. E a quantidade de gente roubando o óculos 3D? Ai eu me pergunto: pra quê? Levando em conta que a mesma criatura só vai ter dinheiro para comprar uma TV em 3D daqui uns 10 anos, chego a conclusão de que se trata de puro importunismo, porque ainda saem se exibindo como se aquilo fosse um trofeu. Ô gente, que povo mais folgado, mais desinteressado, mais pouco profissional... hihihi...
Ironia modo ON tá? Vê se não me malha!
sábado, 17 de abril de 2010
I was drowning you...
Nunca imaginei que aqui chovesse tanto. Chove bem mais. A escadaria da favela... ups, comunidade... em frente vira uma queda d´água todo dia. Resultado: tenho faltado as aulas mais do que o ideal de bom aluno.
Falando em aulas, vão bem, mas sigo cada dia mais cansado. Estar na aula é ótimo, mas até chegar nela é um martírio. Tenho melhorado lenta e calmamente, principalmente na Dança Afro, minha maior dificuldade.
Acabei de assistir "A Single Man" (me recuso a usar a tradução...), filme de estréia de Tom Ford como diretor. Filme delicado, historia simples que se desenvolve lentamente. Colin Firth e Julianne Moore excelentes, e obviamente, um bom gosto estético e o apuro visual de encher os olhos.
E que bom que já é sábado, vou dormir até o *u cair da bunda-tchau!
Falando em aulas, vão bem, mas sigo cada dia mais cansado. Estar na aula é ótimo, mas até chegar nela é um martírio. Tenho melhorado lenta e calmamente, principalmente na Dança Afro, minha maior dificuldade.
Acabei de assistir "A Single Man" (me recuso a usar a tradução...), filme de estréia de Tom Ford como diretor. Filme delicado, historia simples que se desenvolve lentamente. Colin Firth e Julianne Moore excelentes, e obviamente, um bom gosto estético e o apuro visual de encher os olhos.
E que bom que já é sábado, vou dormir até o *u cair da bunda-tchau!
domingo, 11 de abril de 2010
Eu vou estar...
Quando ouvia dizer que Salvador nessa época só chovia, eu pensava: "que exageiro, deve ser uma chuvinha besta e só...". Eu estava enganado, muito enganado.
...
Será que só eu gostei de "A Caixa"?
...
As vezes aqui em casa eu tenho que rir ao ver meu amor sair correndo pra frente da TV dizendo: "óh... meu amigo Vladmir (o Brictha)... óh... minha amiga Karina Buhr... óh...". Quem será que esse homem não conhece?
...
E a Maisa-a-menina-monstra rindo do espectador de 7 anos porque ele escolheu a bexiga rosa?
...
E falando em rosa, e essa calça rosa-e-legging do Fiuk, gente? Que porra é essa de Fiuk? Alguém me passa um boa noite Cinderela, please?
...
Assisti hoje "Aqueles Dois", encenação do simpático grupo mineiro Luna Lunera de um texto de Caio Fernando de Abreu. Estão pelo SESC Palco Giratório, se passarem por ai, não percam. Encenação bacana, grupo interessante, interpretações delicadas.
...
Tô cada dia mais pobre, e cada dia mais cheio de projetos. Quando os projetos começarem a decolar, vou estar cada dia com menos projetos e cada dia mais rico (aham...). Tem tanta ideia na cabeça que daqui a pouco vou ter que organizar uma agenda e marcar hora pra cada um. Alguém sabe de alguém que paga por idéia?
...
Resolvi entrar num desses joguinhos sociais de paginas de relacionamento. O escolhido foi Segredos do Mar do Orkut, que entrei meio como o mané que experimenta o crack: sabe que vai viciar. Viciei.
...
E essas adolescentes continuam gritando pelo Fiuk, e eu quase gritando pra calça cor de rosa dele pra ver se ela muda de cor.
...
Tchau.
...
Será que só eu gostei de "A Caixa"?
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As vezes aqui em casa eu tenho que rir ao ver meu amor sair correndo pra frente da TV dizendo: "óh... meu amigo Vladmir (o Brictha)... óh... minha amiga Karina Buhr... óh...". Quem será que esse homem não conhece?
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E a Maisa-a-menina-monstra rindo do espectador de 7 anos porque ele escolheu a bexiga rosa?
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E falando em rosa, e essa calça rosa-e-legging do Fiuk, gente? Que porra é essa de Fiuk? Alguém me passa um boa noite Cinderela, please?
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Assisti hoje "Aqueles Dois", encenação do simpático grupo mineiro Luna Lunera de um texto de Caio Fernando de Abreu. Estão pelo SESC Palco Giratório, se passarem por ai, não percam. Encenação bacana, grupo interessante, interpretações delicadas.
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Tô cada dia mais pobre, e cada dia mais cheio de projetos. Quando os projetos começarem a decolar, vou estar cada dia com menos projetos e cada dia mais rico (aham...). Tem tanta ideia na cabeça que daqui a pouco vou ter que organizar uma agenda e marcar hora pra cada um. Alguém sabe de alguém que paga por idéia?
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Resolvi entrar num desses joguinhos sociais de paginas de relacionamento. O escolhido foi Segredos do Mar do Orkut, que entrei meio como o mané que experimenta o crack: sabe que vai viciar. Viciei.
...
E essas adolescentes continuam gritando pelo Fiuk, e eu quase gritando pra calça cor de rosa dele pra ver se ela muda de cor.
...
Tchau.
sábado, 3 de abril de 2010
Twiglight zone...
No more Big Brother! Yes!
Liberdade. Ah, a liberdade...
Páscoa de leve com direito a ovo de chocolate e tudo. Fui numa festa chamada “E haja ovo”, com direito a caruru e cervejinha. Depois fui até a casa dos parentes do Love e, mais caruru. Abençoado seja a culinária baiana...
Com mais tempo a gastar com coisas que realmente importam, terminei um texto para teatro, e vou dar start em um outro negócio. Mais detalhes só quando vingar!
Liberdade. Ah, a liberdade...
Páscoa de leve com direito a ovo de chocolate e tudo. Fui numa festa chamada “E haja ovo”, com direito a caruru e cervejinha. Depois fui até a casa dos parentes do Love e, mais caruru. Abençoado seja a culinária baiana...
Com mais tempo a gastar com coisas que realmente importam, terminei um texto para teatro, e vou dar start em um outro negócio. Mais detalhes só quando vingar!
Acabei de assistir “A Caixa”, novo filme de Richard Kelly, diretor de Donnie Darko se-você-não-viu-veja! O argumento já me interessava desde que fiquei sabendo do filme: um dia, um casal recebe em casa uma caixa com um botão. Ao apertá-lo, duas coisas acontecem: uma pessoa que eles não conhecem morre, e eles ganham 1 milhão de dolares. Fiquei com essa idéia na cabeça por muito tempo, e sabendo que o filme tinha sido adiado algumas vezes nos EUA, sinal de que algo não ia bem com as exibições-teste. E Holliwood é perita em criar argumentos interessantes que não vão a lugar algum (vide “Desaparecidos”, “Plano de Vôo”, quase todos os filmes que o Shyamalan fez depois de “O Sexto Sentido”... só pra citar alguns), mas como era um roteiro de Richard Kelly, fui assistir com pequenas ressalvas (tipo, a protagonista é a Cameron Diaz...). Ambientado em meados da década de 70, o filme nos convida a fazer uma viagem para aqueles filmes de suspense que brotoejaram nessa época, quando os EUA estavam fazendo suas viagens espaciais e o medo mundial era o que iriam encontrar por lá. Me lembrei logo de “Além da Imaginação”, aquela série antiga em que os temas eram alienígenas, vampiros, viagens espaciais e gente estranha, muito estranha. Está tudo lá: o sentimento de uma grande conspiração, o medo do desconhecido, o sobrenatural, e claro, o absurdo. O grande trunfo do filme é se manter sempre a frente da nossa curiosidade, colocando novos elementos e mantendo a atmosfera tensa. Como nem tudo são flores, as vezes esse formato de cinemão antigo se auto-esgota dentro de seus próprios absurdos, e ainda mais para uma platéia tão jovem que esse tipo de filme atrai, as tais referências e homenagens não acham seu público alvo tão facilmente. E contando com um casal de protagonistas sem química nenhuma e de talento ainda duvidoso e à prova. Particularmente, me diverti um bocado, o trabalho de arte é impecável, além da relação com Sartre bem trabalhada. O próprio diretor declarou que tentou fazer algo mais comercial para não ter problemas de distribuição, o que acho que só prejudicou seu trabalho. Escalar uma estrela para o filme, e não uma atriz já é um indicio disso, mas acho que se ele apostasse em atores desconhecidos (como fez em Donnie Darko) talvez o próprio filme ganharia em alguns aspectos. Mas enfim, é só seu terceiro filme, e até se firmar como bom diretor e poder tocar seus projetos de forma mais pessoal, leva tempo e nem sempre a estrada é fácil.
Eita que esse texto ficou pessoal demais, to me sentindo o amigão de infância do diretor. Filme recomendado, ponto, tchau.
sexta-feira, 26 de março de 2010
You won´t fool...
Eu juro que semana que vem eu abandono a TV novamente. Juro.
.
Depois de largar a faculdade de jornalismo, fiquei alguns anos só ligando a TV para ver DVD´s, desiludido com um monte de coisas que comecer a perceber na estrutura televisiva de uma forma geral. Hoje em dia, continuo não gostando de ver telejornal (mas o amor gosta, então vejo por tabela), e voltei a me amarrar em telenovela e BBB.
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E o BBB atualmente chegou em um momento bem interessante, que tenho a impressão que vai refletir um bocado da nossa sociedade hoje (caso a "interferência" da Globo nas votações não modifique os fatos). Torço, mas de verdade, para que o DiCesar ganhe esse paredão. Se suas atitudes estão longe de certas, compreendo perfeitamente a forma com que ele lida com as pessoas, ainda mais nesse caso. As vezes, para a gente não ser sozinho, precisamos engolir um bocado de coisas em prol de boa convivência, por politicagem ou simplesmente por paz. Eu tenho muito disso e conheço muita gente assim; DiCesar é só mais um, catapultado às criticas por estar exposto da forma como se propôs.
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E dizer o que de Marcelo Dourado? O dono da verdade, preconceituoso sim, não há argumento que me convença ao contrário, o orgulho em pessoa. Aquele tipo de ser humano que se acha perfeito, e se esconde por trás do argumento mais barato de todos: "eu tenho defeitos sim" ou "quem sou eu pra dizer". O verniz da humildade, que quando derrete, só sobra enxergar os defeitos dos outros, apontar o dedo acusador para todos, gritar para o mundo o quanto todos são defeituosos. A pessoa que defende a verdade acima de tudo? Me parece aqueles pregadores na rua, pregando a vinda de Jesus Cristo com gritos no megafone. Megalomaniaco perigoso, que vem dizer que heterossexuais não pegam AIDS, que não bate em mulher mas queria bater em DiCesar por ter apontado o dedo para ele, quando o próprio manda todo mundo calar a boca como quem diz "bom dia"
.
E pra quê um post sobre isso? Sei lá... desabafo. O que vejo nisso tudo é que se Dourado vencer esse paredão, só vai refletir o quanto o nosso país ainda é preconceituoso. Porque é muito fácil dizer que não tem preconceito com homossexuais, visto que a televisão só retrata o gay estereotipado, caricato, bobo da corte. O tal "Big Brother da diversidade" como prega o empolgado Bial não foge da regra: só cabe o gay colorido. O gay com defeitos, como todo ser humano que se preze, é inaceitável. O gay que é boa praça é o falso e mentiroso, o hetero é o amigão de infância e o gente boa.
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Tudo isso me causa essa comoção toda por cansaço. É uma discussão tão idiota essa de ser gay ou ser hetero. Somos todos seres humanos, e como tais, somos capazes de amar. Tão racionais que nos julgamos, e ainda somos incapazes de admirar as coisas que realmente importam nos outros, e não as atitudes e condutas pessoais. Não somos capazes de respeitar crenças alheias, opiniões diferentes, a liberdade do outro.
.
Chega. Vou votar.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Não vai a lugar nenhum...
Então que cada dia eu me sinto mais baiano...!
Ontem uma amiginha me chamou de "nêgo". Achei o máximo.
A TV me fisgou de jeito e quem diz que eu perco um capítulo de novela e o BBB? Adoro ficar tentando adivinhar qual é o olho do Matheus Solano que está atuando (ele tem 2 que atuam de formas distintas...) e me irritar com o babaca do Dourado, criatura insuportável e preconceituosa que pelo jeito vai sair da casa só com 1,5 milhão no bolso... odio mortal...
E ai que eu vou dormir só lá pelas tantas da noite, acordo assustado com minha própria capacidade de se auto-flagelar levantando da cama a uma hora daquelas, me estrepo com as aulas de dança visto que meu corpinho já não é mais de 15, e volto correndo pra casa pra ver meu amor. Ê vidão!
Ando num surto criativo incontrolável. Comecei a escrever um texto, comecei outro e outro... acabar que é bom, nenhum... desconfio que sou um bom argumentista, mas pra roteirista eu ando mal das pernas. Mas enquanto eu não tenho certeza, sigo escrevendo. Quem sabe daqui alguns meses eu vejo lá: Roteiro por Fernando Ishiruji. Ai que metideza...
Ontem uma amiginha me chamou de "nêgo". Achei o máximo.
A TV me fisgou de jeito e quem diz que eu perco um capítulo de novela e o BBB? Adoro ficar tentando adivinhar qual é o olho do Matheus Solano que está atuando (ele tem 2 que atuam de formas distintas...) e me irritar com o babaca do Dourado, criatura insuportável e preconceituosa que pelo jeito vai sair da casa só com 1,5 milhão no bolso... odio mortal...
E ai que eu vou dormir só lá pelas tantas da noite, acordo assustado com minha própria capacidade de se auto-flagelar levantando da cama a uma hora daquelas, me estrepo com as aulas de dança visto que meu corpinho já não é mais de 15, e volto correndo pra casa pra ver meu amor. Ê vidão!
Ando num surto criativo incontrolável. Comecei a escrever um texto, comecei outro e outro... acabar que é bom, nenhum... desconfio que sou um bom argumentista, mas pra roteirista eu ando mal das pernas. Mas enquanto eu não tenho certeza, sigo escrevendo. Quem sabe daqui alguns meses eu vejo lá: Roteiro por Fernando Ishiruji. Ai que metideza...
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Fui com o love ver os filmes do Oscar "Guerra ao Terror" e "Preciosa". O primeiro ganhou por que mesmo? OK, roteiro bacaninha, mas ao meu ver, só mais um bom filme de guerra. Já "Preciosa" é arrebatador. Ou seria arrebentador? A tal da Mo´Nique botou pra fuder (trocadilho infame...) e a Gabourey Sidible é uma graça. História foda. Entre mortos e despremiados, ainda dou o meu Oscar a "Avatar" prontofalei.
Hoje matei as aulas pra dormir até mais tarde e estar bem descansado para um teste no TCA, pra um musical chamado "Aventuras do Maluco Beleza". Eu sou esquisito pra burro, sério. Tava todo tranquilo, todo confiante, mas foi me colocar na frente da banca que me caguei todo. Será que Freud alám de explicar, me ajuda? Errei texto, errei musica, foi uma fiasqueira só. Minha sorte é que a banca pelo jeito até foi com a minha cara; o diretor me dirigiu, e finalmente um teste em que eles deixam a gente cantar a música no tom para a nossa voz. Óh! Ouviu São Paulo? Acho que dá pra passar pra segunda fase... resultado na sexta, dedinhos e dedões cruzados por favor. Quem for da reza, vem forte que eu tô aceitando!
Fome. Cadê meu amor?
Hoje matei as aulas pra dormir até mais tarde e estar bem descansado para um teste no TCA, pra um musical chamado "Aventuras do Maluco Beleza". Eu sou esquisito pra burro, sério. Tava todo tranquilo, todo confiante, mas foi me colocar na frente da banca que me caguei todo. Será que Freud alám de explicar, me ajuda? Errei texto, errei musica, foi uma fiasqueira só. Minha sorte é que a banca pelo jeito até foi com a minha cara; o diretor me dirigiu, e finalmente um teste em que eles deixam a gente cantar a música no tom para a nossa voz. Óh! Ouviu São Paulo? Acho que dá pra passar pra segunda fase... resultado na sexta, dedinhos e dedões cruzados por favor. Quem for da reza, vem forte que eu tô aceitando!
Fome. Cadê meu amor?
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